No cenário atual, a proteção dos ativos digitais evoluiu de simples preocupação para necessidade urgente. Com ataques cada vez mais sofisticados e frequentes, tanto indivíduos quanto empresas enfrentam riscos à sua reputação, finanças e privacidade. É essencial entender as tendências de investimento e as melhores práticas para fortalecer defesas e manter a confiança no mundo virtual.
Este artigo apresenta estatísticas, desafios e estratégias eficazes para que você possa adotar uma postura proativa, garantindo ações preventivas e respostas rápidas diante de eventuais incidentes.
Entre 2025 e 2028, o Brasil projeta investir R$ 104,6 bilhões em segurança digital, um crescimento acumulado de 43,8% no período. Em 2024, já se observava forte expansão, com o mercado nacional movimentando US$ 3,3 bilhões, colocando o país como o 12º maior mercado global de cibersegurança.
No âmbito mundial, a previsão indica investimentos de US$ 213 bilhões em 2025, com expectativa de alcançar US$ 240 bilhões até 2026. Esses números refletem a percepção de que a segurança da informação deixou de ser apenas custo para se tornar diferencial competitivo.
Apesar do avanço em inovação, o Brasil enfrenta um paradoxo. Somos líderes em soluções como PIX e Open Banking, mas também alvos privilegiados de ataques. Em 2023, foram registradas 60 bilhões de tentativas de invasões, e em março de 2025, 38% da população sofreu algum tipo de golpe bancário ou tentativa.
Os principais vetores de ataque incluem o phishing, que utiliza mensagens falsas para capturar credenciais, e esquemas de engenharia social que exploram a confiança do usuário. A seguir, as fraudes mais comuns em março de 2025:
Para enfrentar esses desafios, é imprescindível desenvolver fortalecimento da resiliência digital do Brasil, investindo em tecnologia e capacitação.
As consequências de uma falha de segurança vão além da quebra de confiança. Em 2024, o custo médio de uma violação de dados no Brasil foi de US$ 1,36 milhão, o terceiro maior aumento global, com alta de 11,5% em relação ao ano anterior. A média mundial atingiu US$ 4,88 milhões.
Organizações que sofrem com escassez de pessoal de segurança enfrentam acréscimos de até US$ 1,76 milhões nos custos de reação e remediação. Esses números evidenciam a urgência de contratar e reter profissionais especializados, bem como otimizar processos internos.
O mercado de trabalho em cibersegurança cresce a passos largos. Entre 2015 e 2024, houve média anual de 16,1% de aumento no número de profissionais atuantes na área. Em 2023, 1.849 graduados em Segurança da Informação ingressaram no mercado, um avanço de 15,3% em relação ao ano anterior.
Espera-se que até o fim de 2025, 30 mil pessoas sejam capacitadas pelos programas de iniciativa privada, como os Hackers do Bem, fortalecendo a oferta de especialistas. Ainda assim, há defasagem entre percepção e investimento: a segurança de TI é prioridade para 79% das empresas, mas ocupa apenas o quarto lugar nas intenções orçamentárias, atrás de cloud, IA e big data.
Proteger-se exige mudança de postura e adoção de práticas consistentes, tanto em nível individual quanto organizacional. A seguir, recomendações fundamentais:
Essas ações promovem rápido na adoção de tecnologias e sustentam um ambiente mais seguro, reduzindo a superfície de ataque e aumentando a confiança de clientes e parceiros.
O Brasil tem potencial para consolidar-se como referência global em cibersegurança, mas precisa transformar liderança em inovação no sistema financeiro em investimentos estruturados e contínuos. É fundamental que governos, empresas e academia unam esforços para estimular pesquisa, difusão de boas práticas e formação de talentos.
Convidamos você a refletir sobre seu papel na proteção digital. Seja adotando medidas básicas em seu dia a dia ou defendendo políticas de segurança em sua organização, cada ação conta. Agora é o momento de agir, fortalecer defesas e garantir que o patrimônio digital seja cada vez menos vulnerável.
Referências