As commodities representam o alicerce da economia global e oferecem oportunidades únicas de diversificação para investidores atentos.
Neste artigo, exploraremos as principais tendências de preço, riscos e estratégias para navegar com segurança nesse universo complexo.
Nos próximos anos, o índice agregado de preços de commodities tende a enfrentar uma fase de ajustes. Para 2025, projeta-se uma contração de 7,4% em 2025, reflexo de atividade econômica moderada, tensões comerciais e oferta abundante de petróleo.
Em 2026, a previsão indica uma nova queda de 6,8%, seguida por uma recuperação parcial de 3,6% em 2027, conforme os mercados se ajustam às variáveis macroeconômicas.
No setor agrícola, as operações futuras de soja devem se consolidar em torno de USD 382/ton em 2025, beneficiando-se de safras robustas nos EUA e expectativa de colheita na América do Sul.
Além disso, o segmento de fertilizantes deve apresentar aumento significativo em 2025 devido à demanda robusta e limitações de oferta, exigindo uma gestão atenta de custos para produtores e investidores.
Em 2024, algumas commodities destacaram-se pelo desempenho excepcional, enquanto outras sofreram pressão de oferta.
O mercado de grãos e oleaginosas apresenta nuances que exigem atenção detalhada, pois cada produto reage de forma distinta às condições de oferta e demanda.
Diversos elementos interligados influenciam as cotações e a volatilidade desse mercado.
Investir em commodities pode trazer diversificação real de portfólio e proteção contra alta da inflação, mas exige muita cautela diante dos riscos inerentes.
Entre os principais riscos, destacam-se a volatilidade extrema de preços, as flutuações cambiais e as decisões regulatórias inesperadas.
No entanto, as commodities continuam sendo um bom refúgio para carteira em cenários inflacionários, sobretudo quando integradas a uma estratégia equilibrada.
Adotar práticas sólidas de gestão de risco é essencial para quem deseja aproveitar o potencial desse mercado. A diversificação entre setores agrícolas, minerais e energéticos reduz a exposição concentrada.
Utilizar instrumentos como contratos futuros, opções e ETFs de commodities pode ajudar a proteger a carteira contra oscilações indesejadas. Além disso, o monitoramento constante de indicadores climáticos, geopolíticos e macroeconômicos permite ajustes rápidos.
Outra estratégia eficiente é a estratégia de dollar-cost averaging, realizando aportes regulares que suavizam o efeito de picos e quedas de preço.
Por fim, a educação continuada e o apoio de assessores especializados garantem decisões mais fundamentadas. Com uma abordagem disciplinada, é possível transformar o desafio da volatilidade em oportunidades de crescimento sustentável.
Alguns investidores têm conseguido resultados expressivos ao combinar commodities agrícolas e minerais em suas carteiras. Em um caso notório, um gestor que alocou 15% do portfólio em contratos futuros de trigo e milho conseguiu proteger retornos durante oscilações de mercado, aproveitando uma estratégia de hedge diversificada e reduzindo perdas quando o índice global recuou.
Outro exemplo de sucesso ocorreu com investidores que adicionaram níquel e cobre à estratégia, capturando a alta de preços motivada pelo crescimento da demanda por veículos elétricos e infraestrutura verde. Essa abordagem demonstra a importância de alinhamento com tendências de longo prazo e da análise de fundamentos macroeconômicos.
Como lição prática, é fundamental estabelecer regras claras de entrada e saída, acompanhar relatórios de oferta e demanda, e manter disciplina para não reagir de forma exagerada a notícias de curto prazo. A combinação de preparo técnico e visão estratégica transforma desafios da volatilidade em oportunidades de ganho consistentes.
Referências